Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Esta é gira....

*É verdade matemática que ninguém pódi negá, **
 que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
 Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
 Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.
 
Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
 Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
 Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
 Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.
 
  Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
 que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
 Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
 onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.
 
Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
 Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
 E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
 ''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...
 
Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
 Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
 Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
 Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!
 
Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
 Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
 Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
 É pecado espaiá o que tem lugar certêro.
 
No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
 Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
 Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
 que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.
 
Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
 Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
 Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
 Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!
 
Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
 Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
 O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
 dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... *
 

* (Autor desconhecido)*

sinto-me:
publicado por paulacostapereira às 21:59

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Sábado, 19 de Julho de 2008

HUMOR...

HUMOR .........tá linde!


Pergunta o miúdo à mãe:

- Ó mãe, o qué um insete ?
- Ê cá nã sê, preguntá mana ...!
- Ó mana, o qué um insete ?
- Pôs nã sê... preguntó pai ...!
-Ó pai, o qué um insete ?
-Ó mê granda burre... um insete sã Oite ...!

sinto-me:
publicado por paulacostapereira às 23:58

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Será verdade ....ou ficção???

Mas que dá para pensar, ....   dá...,

 

Currículo Vitae



Pede-se experiência...

A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de
Pessoal na Volkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na
Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.



"Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, ja me queimei a
brincar com uma vela, ja fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara
toda, ja falei com o espelho, ja fingi ser bruxo.

Ja quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; ja me
escondi atras da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; ja estive sob o
chuveiro até fazer chichi.

Ja roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda
sigo caminhando pelo desconhecido.

Ja raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, ja me cortei ao
barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no
autocarro.

Ja tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de
esquecer.

Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi
a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho
na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa
para sempre e voltei no instante seguinte.

Ja corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil
pessoas sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na
piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir os lábios
dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o
meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de
amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei
rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para
sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.

Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já
chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e
que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente
da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionario pergunta-me, grita-me desde o papel:

 - Qual é a sua experiência?

Essa pergunta fez eco no meu cérebro. Experiência....
Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?

Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionario:

- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"
 

 

Tenho dito.."mai nada"..

sinto-me:
publicado por paulacostapereira às 14:01

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O que diria Gil Vicente...é "obra"....

A obra dramática de Gil Vicente,  vista por um aluno do ensino  secundário


*«Eu não tenho dúvidas que o Gil Vicente é  muito importante, apesar de nunca  ter ganhado o campionato de futebol.
É importante porque ás vezes  ganha  ao Benfica, outras ao  Sporting e otras ao Porto, tirando a eles o primeiro logar.
E também por  isto é que a sua obra é dramática porque é um  drama para os benfiquistas, os  sportinguistas e os portistas quando ganha.»
*

 


*Esta foi a a resposta de  um aluno do secundário a uma pergunta sobre a obra dramática de Gil Vicente.  *

                             

sinto-me:
publicado por paulacostapereira às 13:52

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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

DEFICIÊNCIAS

Deficiências -Mário Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994)

 

Deficiente é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outra pessoa ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.

 

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

 

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria e só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.

 

Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou um apelo de um irmão. Poi está sempre apressado para o  trabalho e quer garantir seus tostões ao fim do mês.

 

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

 

Paralítico é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de ajuda.

 

Diabético é quem não consegue ser doce.

 

Anão é quem não sabe deixar o amor crescer. E finalmente a pior das deficiências é ser Miserável,

pois ,

Miseráveis são todos os que não conseguem falar com Deus.

 

" A amizade é um amor que nunca morre." 

 

 

sinto-me:
publicado por paulacostapereira às 00:08

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Vale a pena pensar...

O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. Vale a pena ler!

'Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos.Quanto mais queremos, mais desesperamos.A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!
'

 

 

publicado por paulacostapereira às 23:13

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